Matéria Revista 02 por Minuto

Fica aqui o agradecimento à Cesar Candido dos Santos pela matéria publicada no site da revista O2 por Minuto.

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Vale quanto pesa: saiba quais são as necessidades reais de proteínas que um corredor tem e a importância deste nutriente para os praticantes de atividades físicas

Por Cesar Candido dos Santos

Quando se fala em alimentação, “carboidrato” geralmente é a primeira palavra que vem na cabeça de todo corredor, até porque, o nutriente é a principal fonte de energia para o corpo durante treinos e competições. Mas, tão importante quanto os carboidratos, as proteínas também devem fazer parte do cardápio dos praticantes de atividades físicas e são fundamentais para se ter um bom desempenho.

“As proteínas são macronutrientes importantes para os indivíduos de um modo geral e também para os praticantes de atividade física. Elas têm função construtora da musculatura, unhas, cabelos, pele e ligamentos, e na formação de enzimas, anticorpos e hormônios”, explica a nutricionista graduada pela UERJ, Aline Castro.

A quantia diária de proteína que deve ser ingerida varia conforme o tipo, intensidade e quantidade de treinamentos durante a semana, e costuma ser alcançada com uma dieta balanceada, que contenha alimentos de origem animal, como leite e seus derivados, carne, peixe, frango e ovo, além de verduras e legumes.

“A recomendação diária de quem corre cerca de uma hora, de três a seis vezes por semana, é de 1,2 a 1,4 gramas de proteína por quilo de peso, ou seja, um pouco mais do que a recomendação para qualquer adulto”, diz Renata Rodrigues de Oliveira, nutricionista do Instituto Mineiro de Endocrinologia.


Nem mais, nem menos
De acordo com Renata, o corpo humano dá alguns sinais quando o consumo de proteínas não é o suficiente.

“Perda de massa muscular, cansaço, fadiga e desnutrição são alguns dos `sintomas´ quando a quantidade ingerida deste nutriente não é o bastante para suprir as necessidades diárias”, afirma a nutricionista.

“Caso o consumo de proteína não seja suficiente, o desempenho do corredor pode começar a declinar. Ele não terá a evolução esperada no seu treinamento, e ainda pode chegar a um grau de desnutrição protéico calórica, o que pode causar anemia ferropriva”, alerta Aline, que explica que não é só a deficiência de proteínas que pode trazer prejuízos, e o consumo excessivo do nutriente também não é recomendado.

“O excesso de proteínas pode causar sobrecarga renal, o que acarretaria em uma inflamação dos rins ou até mesmo eliminação de proteína pela urina em doses elevadas, ou ainda, levar a um aumento indesejado de peso ou do colesterol, pois não podemos esquecer que os alimentos de origem animal têm colesterol, principalmente a carne vermelha, a coxa e a sobrecoxa de frango, os pescados como o camarão e a lula e os queijos amarelos”, diz a nutricionista.

Na hora certa
O mais indicado é que o consumo de alimentos ricos em proteínas seja feito após os treinos e competições, pois antes da atividade física deve-se priorizar a ingestão de carboidratos, para que haja um melhor fornecimento de energia e auxilio na mobilização da gordura.