Nutrição e Balão Intragástrico

O balão intragástrico é uma prótese de silicone introduzida no paciente pela cavidade oral, com capacidade variável entre 400 e 700 ml e período de utilização de 4 a 6 meses. Sua maior função é limitar o volume de alimentos sólidos que o paciente ingere em cada refeição, favorecendo dessa forma a perda de peso.

O balão intragástrico não é uma cirurgia. Trata-se de um procedimento pouco invasivo onde ele é posicionado dentro do estômago através de uma endoscopia com sedação.

Sabemos hoje que a saciedade é um complexo sistema que envolve não só a presença de macronutrientes (particularmente proteínas), mas também uma cadeia de hormônios. Alguns desses hormônios são liberados pela distensão gástrica e é através desta que o balão consegue desencadear parcialmente os mecanismos de saciedade.

A seleção dos pacientes deve ser baseada nas indicações e contra-indicações médicas, todas detalhadamente investigadas por uma equipe multidisciplinar, que tem como objetivo filtrar problemas metabólicos, psicológicos, medicamentosos, além de detectar hábitos alimentares viciosos. O resultado, no entanto, depende da colaboração do paciente que deve estar ciente que sua participação reflete ativamente na qualidade do resultado final.

Por isso a importância de se passar previamente por uma avaliação nutricional. Ela será responsável por diagnosticar os erros alimentares que tem contribuído para manutenção do excesso de peso, além de orientar sobre as mudanças que deverão ser feitas na rotina alimentar e verificar a necessidade de suplementação vitamínica; tanto antes, quanto após a colocação do balão.

O tratamento com o balão intragástrico propõe uma abordagem multiprofissional que não só muda os hábitos alimentares viciosos e aborda diretamente os distúrbios psiquiátricos com terapêutica apropriada como também incentiva a prática de atividade física. Deve-se lembrar que o balão não tem como objetivo substituir o tratamento clínico, surgindo como opção àqueles pacientes que não tem outra alternativa senão continuar em tratamentos antes frustrados ou internamente prolongados.

Portanto, acreditamos que por ser um tratamento não invasivo, de fácil condução, interrupção e sem mortalidade associada, justifica-se como método que permite uma oportunidade de reeducação alimentar e mudança comportamental, sendo estes fatores decisivos para o sucesso do tratamento da obesidade.

Veja um vídeo sobre o balão clicando aqui.