Desvendando as dietas sem carboidratos

Recentemente, vários livros fizeram sucesso declarando que dietas ricas em carboidratos fazem engordar e por isso são ruins. Os autores dessas obras fundamentam essa teoria sobre o fato de algumas pessoas serem insulino-resistentes, situação em que o pâncreas secreta insulina em excesso, com o intuito de manter normais os níveis de glicose no sangue depois de uma refeição rica em carboidratos. Essa hipersecreção leva, teoricamente, à conversão de carboidrato em gordura de depósito no corpo. 

Embora essa afirmação seja procedente no caso de pessoas sedentárias, o mesmo não acontece com atletas e pessoas fisicamente ativas. Como um indivíduo ativo, um atleta já mantém seus níveis de insulina normais. Embora ainda não estejam claros os mecanismos exatos, o exercício torna as células musculares mais sensíveis à insulina. Para a glicose entrar na célula ela precisa de ajuda da insulina. Conservar o tecido muscular pelo treinamento de força ajuda a normalizar o fluxo de glicose do sangue para dentro das células musculares, onde ela é devidamente transformada em energia.




Ninguém deveria ficar preocupado em comer pães e massas, e sim em fazer escolhas alimentares erradas. Além de pães e massas, uma variedade de alimentos que contenham carboidratos bons, como feijão, grãos integrais, frutas, verduras e legumes, deve ser consumida. Mesmo no caso improvável de ser insulino-resistente, essa variação do tipo de carboidrato consumido minimiza os efeitos, e mais ainda quando se mistura carboidrato com proteína e gordura boa. 

Insulina e carboidrato não são os vilões quando se trata de gordura - os vilões são as calorias em excesso e um planejamento alimentar pobre. Ganha-se gordura quando se fazem escolhas inadequadas e quando se ingerem mais calorias do que são queimadas. Por isso, substituindo-se os maus carboidratos pelos bons adquire-se maior controle sobre a maioria dos fatores de risco fisiológicos  e metabólicos que acarretam obesidade e doenças crônicas. É simples assim.